quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Ariano e o Google




Se todo conservador fosse como Ariano Suassuna, a gente se divertia muito mais - e ficava um bocado mais inteligente, o que nunca é demais. Vejam vocês a história que ele conta na revista "Caros Amigos" deste mês sobre a relação que tem com um negócio que já foi um bicho de sete cabeças, coisa do futuro, mas hoje é matéria comum do tipo em que se tropeça em qualquer canto de rua, chamado computador (e mais especificadamente, Google):

"Eu vou lá aceitar sugestão de computador? Meu nome completo é Ariano Villar Suassuna. Botou Ariano e o computador aceitou. Foi colocar Villar, ele recusou e sugeriu vilão. Aí ela foi colocar Suassuna, ele recusou e, não sei se por causa do número de S, sugeriu assassino. Meu nome no computador é Ariano Vilão Assassino. E dizem que sou inimigo dele. Ele é que é meu inimigo."

Sei não, mas desconfio de que, com esse senso de humor e talento para compor uma boa pilhéria, Ariano na verdade seja um assíduo frequentador do Google e quejandos, talvez tenha até um punhado de fakes para quando deseja  dar umas incertas no Facebook, outros pra azucrinar a pasmaceira do twiter e por aí vai. Depois que o homem se for - tomara que demore muito - é capaz de descobrirem na casa dele lá pras bandas de Casa Amarela, em Recife, um cômodo secreto onde Ariano ria do mundo e da sua fama de avesso à tecnologia; uma sala equipada com sei-quantos terminais, scaner, HD e o diabo a quatro, numa festa armorial-informática de que seus fãs jamais desconfiariam. Que ia ser divertido, ia.

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