quinta-feira, 9 de junho de 2016

Back to Auster



Reencontrar Paul Auster com este Leviatã foi, primeiramente, como religar os pontos com o Phillip Roth de Pastoral Americana. Só que no lugar da maluquete pop-terrorista do livro de Roth, temos aqui um par de escritores do tipo ponderado/desiludido, focalizados no quadro geral da loucura norte-americana que resulta em bombas, tiros e assassinatos (um tema recorrente que cobre tanto Kennedy quanto o 11 de setembro). Atentados como slogans desesperados em faixas abertas no Central Park.  América, terra de oportunidade para todos - incluindo os fanáticos. Numa primeira impressão era bem menos próximo do Auster de que me lembrava, aquele das subjetividades de O conto de Natal de Auggie Wren, o miolo do relato do que virou o roteiro e o filme Cortina de Fumaça (que, milagre dos milagres, acabo de encontrar em DVD numa feira de trocas num aldeia nas matas de Goiás, mas esse é outro papo). Em termos formais, há sim, a mesma identidade - neste escrito como naquele, ou naqueles, Paul Auster tem o costume de abrir grandes valas de não-acontecimentos, dúvidas, terrenos de sombras, parênteses do desconhecido, histórias perdidas que mais tarde, só bem mais tarde, os personagens - e nós, leitores, junto com eles - vamos recuperar. Soa divertido porque você acaba tendo a impressão de estar remontando os romances junto não só com os personagens, mas com o próprio autor. Pensando bem, as cortinas de fumaça continuam lá, as longas conversas, as especulações sobre o que este incômodo (mal) estar sobre o mundo sugere, inspira, cogita e nunca define. Eis Paul Auster, eis uma retomada.

domingo, 22 de maio de 2016

Meu problema com Dostoiévski...




... se repetiu com Yukio Mishima. Tem tratamento?




Preciso admitir (não digo confessar porque acho, veja bem, acho, que não chega a ser crime, embora haja controvérsia): não consegui digerir muito bem o mais clássico dos clássicos. Não engoli até hoje “Crime e Castigo”. Serei castigado? Se for, serei como um criminoso reincidente, porque também não desceu muito bem pela minha goela outro texto consagrado que só agora fui ler – o de Yukio Mishima  do “Mar da Fertilidade”. 

Se, ao contrário do resto da humanidade, eu fui o único a não apreciar “Crime e Castigo” imagino que devo ser punido de alguma forma – nem que seja por justiça ao nome do livro. Qual é mesmo o castigo de Raskólnikov? A cadeia? Só? Se for, não me ocorre, é bem pouco pros padrões literários atuais, se a gente lembrar das trilogias fantásticas que invadem livrarias.

Ok, então – vou preso e terei mais tempo do que José Dirceu pra reler “Crime e Castigo” até conseguir me sintonizar com o livro. Se fosse só isso, tudo bem. O problema é bem mais grave: ao não conseguir deglutir a contento o “Mar da Fertilidade” do escritor japonês mais cultuado do planeta é que eu me exponho a castigo bem mais, digamos, definitivo.

Tipo: haraquiri, pra fazer justiça à honra japonesa ultrajada pelo fato de eu não haver curtido seu escritor mais celebrado. Antes é preciso dizer que pelo menos eu me esforcei – disso ninguém deve duvidar; basta lembrar que “Mar da Fertilidade” não é exatamente um livro só, e nem mesmo uma trilogia. É logo uma tetralogia, pronto. O cara tem quatro, qua-tro chances de gostar do texto, da atmosfera, dos diálogos, do sentimento de mundo com que Mishima imprega cada uma das páginas dos, repito, qua-tro volumes.
 
Enfim, se o leitor não se sentiu bem com as descrições que mais parecem grafismos de arte oriental ou não captou a importância da tradição no contexto da história japonesa ferrou-se – é providenciar o punhal e aquele tapetinho que o candidato a haraquiri precisa ter. Sem esquecer de que, além do golpe que abre a barriga é preciso também rasgar a garganta pra garantir que a morte seja certa (isso eu aprendi lendo Mishima; que por sinal matou-se sob os moldes da tradição assim que terminou de escrever a trilogia; mas minha aversão nada tem a ver com isso). 



Ok, sendo uma longa tetralogia – “Neve de Primavera” lhe pega um pouco pela curiosidade; “Cavalo Selvagem” meio que dá uma cimentada no conteúdo dramático; “Templo da Aurora” tem uns respingos da II Guerra; e “A Queda do Anjo” espalha um sugestivo cheiro de despedida da vida, do Japão, de tudo – alguns ganchos fazem você passar de um livro ao outro.

Ok, não é que seja ruim – um cara que insiste em começar frases com um “ok” e que não apreciou “Crime e Castigo” não tem a menor categoria para julgar livro algum, admito; ou, querendo, confesso. O caso é que não “bateu”, vamos dizer assim. Pelo menos não a ponto de justificar uma tetralogia. Não sei por que, mas me dava uma saudade do José de Alencar de “As Minas de Prata”. 

Em tempo: sou meio fanático por Machado de Assis – nada de confundir as coisas ou tirar conclusões precipitadas.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Trapalhadas comunistas

O que os revolucionários da Natal de 35 têm a ensinar aos procuradores de Sampa



O que os três patetas do Ministério Público de São Paulo poderiam ter em comum com os revolucionários comunistas da Natal de 1935? As trapalhadas, claro. A diferença é que, no caso da turma do sapateiro José Praxedes, o negócio foi além de um mera citação política que denuncia a própria ignorância. Resultou numa revolta de fato, que se durou apenas uns três dias ainda promete render uns trezentos anos de teses históricas, falsas lendas e pilhérias autênticas. 

Não é pra menos, afinal os caras de 35  deram um susto no Brasil do Estado Novo de Getúlio ao iniciar de supetão um levante na ainda futura Esquina do Continente. E, ao contrário dos três patetas do MP de SP, sem tropeçar nas citações. Veja o caso do comunista Luciano, capaz de declamar ou identificar de ouvido a autoria de uma frase de Marx, ou de Marx citando Lênin - o que já complica bastante. E não importa se fosse Marx citando Hegel, ops, Engels, ou  repercutindo Trotski, ou ainda antecipando Lula. 

Não importa mesmo, porque, pobre noticiário atual à parte, o assunto aqui é uma ficção - ainda que construída habilmente sobre o episódio que tanto pode nos orgulhar quando nos depreciar ainda mais. Nei Leandro de Castro, sempre ele, concentra nessa Dunas Vermelhas - um livro que tanto procurei em sebos para, nas últimas férias, descobrir assim do nada numa feliz reedição dos Jovens Escribas - nossos fracassos de sempre, nossas debilidades de todo dia. Ainda que sob a moldura de um feito histórico. 

Nei Leandro passa a máquina da boa literatura sobre qualquer duna de orgulho que possamos ter por haver precipitado em passado bem distante um enfrentamento que, lá no Sul, o próprio Prestes, ainda que coberto de falso otimismo revolucionário, estava cheio de dedos em detonar. 


Vai além´o narrador tinhoso que também já nos moldou a alma potiguar nas Pelejas de Ojuara e nos fantasmas que habitam a Fortaleza dos Vencidos. Ao contar em tom quase de farsa a aventura sem tutano do que teria sido a revolta natalense - um sapateiro à frente pra não expor os teóricos mal formados, eis apenas um dos poréns narrado nessa reinterpretação de compromisso acadêmico algum - o nosso Jorge Amado caicoense esculpe numa sucessão de capítulos curtíssimos o molde do nosso caráter público e privado, impiedosamente. 

E assim está assentado mais um tijolo da nossa antimitologia segundo Nei Leandro: no lugar das estátuas pomposas que de fato temos - como todos os povos, o que deveria nos eximir - um muro meio bambo onde se penduram desde a gaiatice dos sobreviventes do sertão até a gabolice malemolente dos litorais. Como se vê, nem tão  melhor nem tão pior do que os procuradores sulistas em caça ao nordestino Lula. Em termos de Brasil, no fim das contas, talvez a gente esteja até na média - bem baixa, no presente momento, mas isso é outra conversa.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Para Sandra


Eis uma aniversariante que nem precisa de velinhas: ela própria já ilumina o bolo, a festa e a vida

Aí está ela, rodeada por apenas algumas das pessoas a quem dá de presente sua presença neste mundo às vezes belo, às vezes tumultuado, quase sempre confuso. Bela, meio tumultuada, outras vezes confusa como todos e qualquer um de nós, assim também é ela. O fato é que, esteja onde estiver, as energias em volta se voltam todas para ela. Sem esforço, na base do natural. Essa foto aí mesmo deixa isso muito claro - veja quem está no centro e se certifique.

Nem ela tem noção deste poder - e por isso, às vezes, sejamos honestos, levanta o tom e procurar ter certeza de que se faz sentir e ouvir (e obedecer, o que complica bastante o negócio, rs). A gente precisa dizer a ela que não precisa: só a conheci adulta feita, mas tenho certeza de que desde pequenininha sua entrada em qualquer lugar, espaço ou dimensão estava cercada de um luz própria a irradiar simpatia em volta. É tanta luz que às vezes ofusca (sejamos honestos, repito), mas para entender, conviver e sobretudo aproveitar o melhor que vem dela, é preciso aprender a se colocar sob o calor e o brilho de toda a sua claridade. (Tem uma pessoa que faz isso muito bem, Rejane Medeiros)

Sandra, minha cunhada querida que hoje faz mais um aniversário, é assim: tangível, corajosa, aberta, disposta. Eis uma mulher exagerada, que se joga aos pés das batalhas que angaria. Mas é assim que a gente tem que apreciar a pessoa dela, assimilando exageros, abraçando seus arroubos, recolhendo com paciência, amor e carinho os vestígios de entusiasmo que ela vai deixando pelos paralelepípedos de Acari, pelo asfalto de Natal, pelas alamedas de Jardim do Seridó ou por qualquer lugar do mundo onde esteja.

Feliz Aniversário, Sandra, e comemore com o exagero de emoções que lhe é próprio e peculiar. Você nem vai notar, mas de longe a gente sente os efeitos e agradece por você existir. Por você fazer parte da nossa pequena e humilde Família Bagunçada - e também da grande família que é essa igualmente exagerada, confusa mas tantas vezes iluminada raça humana.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Depois do fim





“O Quarto de Jack” começa onde a maioria dos filmes sobre casos de sequestro termina. É um thriller diferente, na direção contrária, como que de trás para frente – sem que de fato o seja. Interessa o que normalmente não cabe mais neste tipo de filme – o elemento dramático por excelência, subproduto das investigações, rejeitos dos CSA da TV e do cinema. Nele, o suspense não vem da intriga policial, mas de outro conjunto de pistas e vestígios que a violência implanta em suas vítimas. Porque tudo, repito, acontece a partir daquele ponto onde todos os outros filmes acabam e você sai do cinema satisfeito com a resolução final e a prisão do maníaco. “Room”, de substantivo título original, lembrou-se de acompanhar as vítimas.


Muitas vezes soa como um semidocumentário – e você quase espera que trechos de depoimentos interrompam a história, sobretudo após o ato inicial. Nesta primeira parte, o filme parece se valer da linguagem dos realities shows – pense também na tão badalada caixa cênica da loura Amora e estará bem próximo. Pra ficar mais claro é preciso antecipar o enredo – mas convém confiar mais no mistério e entrar no cinema de olhos vendados. Pra dizer o mínimo, estamos confinados, parafrasendo o BBB, na casa menos vigiada do mundo. E na primeira meia hora, essa retenção sombria, pesada e lenta é tudo – sem ela, não haverá a abertura que o segundo ato propicia, enchendo o filme de uma forma de esperança que nunca cabe em filme de serial killer. O fiapo de história, enfim: tudo gira em torno desse Jack, que apesar da cabeleira e da ternura feminina, é um garoto que comemora com a mãe o aniversário de cinco anos na solidão de um quarto fechado. Pense numa caverna de Platão piorada, de onde não é possível ver nem mesmo as sombras do que se passa lá fora. No máximo, um céu nublado pela claraboia restrita.


A verdadeira sombra externa platoniana, no caso, vem de um aparelho de televisão ligado no quarto – eis uma bela atualização do mito milenar. E diante de Jack (cujo intérprete excepcional lembra em feições e talento o garoto do filme “Paris, Texas“) você tem todo o direito de lembrar de outra terna criatura do mundo do cinema, aquele criado singular que Peter Seller construiu em “Muito Além do Jardim”. Mas é só um impulso, porque se a situação é semelhante; o tom de fábula do filme dos anos 80 (ou final dos 70?) aqui é substituído por uma dissecção de natureza mais realista. Em comum os dois têm o fundo psicológico necessário ao estudo de casos assim. Ao final, assim como mãe e filho redescobrem o valor de cada elemento do mundo – sobretudo aqueles agraciados com o dom da vida – o espectador sai da sala igualmente escura do cinema com as pupilas atentas ao colorido do mundo em volta. Soa piegas? Obrigado pelo elogio. 

 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Trampolim narrativo



Sobre um clássico europeu, uma sina natalense


“Carla Lescaut”, o romance de Cefas Carvalho que eu trouxe de Natal num pacote de livros adquiridos nas férias deste início de ano, é um tobogã narrativo, uma festa de ganchos, uma vertigem sem freios. Tudo escorre, desliza, afunda na história do publicitário que aos poucos vai atirando à sarjeta mais próxima todos os valiosos atributos do bom mocismo. A graça é vivenciar essa doce-amarga imersão, esse revestimento em lixo de um almofadinha envenenado pela luxúria. É folhetim europeu século dezoito refeito para a Natal de hoje em velocidade de vôo charter. E é mesmo: um livro-citação que como tal se apresenta logo de antemão, ainda que nos últimos capítulos. E, feito isso, sapeca: curta a referência, divirta-se com as analogias. 


E a fruição vem, mesmo que o leitor, como eu, este contumaz Leitor Bagunçado, não tenha lido o original em questão – “Manon Lescaut”, um clássico da literatura francesa. Independente desse (des)conhecimento, a graça se sustenta, o jorro se mantém, o jogo evolui de capítulo em capítulo, de uma praça em ruínas na Zona Norte às mesas padronizadas do Natal Shopping – com aquela assepsia infértil que o autor fuça ao cruzar com a burguesia mais estabelecida da capital de Poti, ela mesma um pano de fundo e tanto dessa história.


A flor desse esgoto iluminado pela lua potiguar é Carla, a personificação de um segmento feminino da capital e do interior que, a despeito de toda lama, irradia legítima sedução – ao contrário do sem-sabor de vastas camadas sociais da cidade sem máculas. Carla Lescaut, uma neo-Geni nordestina, filha temporã de Maria Boa com um turista nórdico não identificado, lembra desde as primeiras linhas outra figura clássica daqueles mesmos folhetins canônicos europeus– a cigana Carmem, a virar a  cabeça do tonto e certinho José.  O cheiro de sangue ronda o leitor desde esse início, mas a sombra de Nelson Rodrigues – não exatamente nas peças, mas nos folhetins que assinou como Suzana Flag – será detida antes que se consuma a tragédia. Prevalece o fascínio em detrimento da morte. No máximo, certa decadência – o que não é pouco. E assim romanceada, “Carla Lescaut” diz muito sobre certos fenômenos sociais natalenses, como a prostituição recorrente desde os tempos do trampolim da vitória.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Pequenas Históricas, Grandes Figuras



A Macaíba-Macondo de Osair Vasconcelos é um livro de contos. Mas como dói

Nada como um livro atrás do outro. Depois do veneninho doce de Alex Nascimento em "Um Beijo e Tchau", o caldo de cana com pão ázimo dos contos de Osair Vasconcelos em "As Pequenas Histórias". Se o primeiro só ama a humanidade se for em particular - um de cada vez - o segundo meio que viabiliza essa mirada sentimental ao apostar em personagens calcados entre o real e surreal. Um pra cada conto - dois no máximo, com alguma figuração.

Nos dois casos é preciso estar atento, que a Macaíba-Macondo de Osair talvez seja menos fantástica do que doída. As figuras municipais que o jornalista modela ao longo dos contos não ficam trancafiadas no quartel da literatura fantástica como a princípio pode parecer; são, ao modo manso de Osair, machucadas demais para compor um painel histórico-metafórico como os do escriba colombiano. 

Certo é que a ex-prostituta se esvaindo em sangue e poesia enquanto é esfaqueada pelo marido tosco e ciumento é um quadro a meio caminho entre a cólera dos amores de García e o Domingo no Parque de Gilberto Gil. Nem tão simbólico nem tão pop. Como Mestre Lau lamentando a perda do pouco que chegou a ter, as criaturas de Osair são humanas demais para emular os líricos delírios do Nobel e os sambas sintéticos do compositor. Talvez Jorge Amado, desde que se tratasse de Gabrielas arrancadas à força daquelas pinturas primitivas que parecem habitar. São outras criações, puro produto de Osair, extrato trabalhado nas mãos de observador atento e sensível. 

Felliniana, por óbvio, também é essa viagem a tipos possíveis de uma Makeibo Citi encharcada de mangues e umidades outras (não resisto e sapeco o apelido que dei ao município onde acidentalmente morei, no colégio agrícola do distrito de Jundiaí; e fim de parênteses). Aí está Zé Jipe lendo artigos e notícias de jornal para os frequentadores do Largo do Mercado, no conto que abre o livro. O autor esclarece que tudo é ficção e o leitor retruca; tudo, menos os itinerários, que são muitos ao longo do livro; o bastante para orientar o GPS da memória coletiva onde, uma vez bem resgatadas, e ainda que pela ficção aparentemente pura, as individualidades mais singulares nunca se perdem. Quem viveu em cidade pequena entende perfeitamente. 

E se o início traz essa festa de Jorge Amado de tipos, falas, firulas e famas, o final nos dá de presente uma variação da "Rosa Púrpura do Cairo" e do inevitável "Cinema Paradiso", com o caso do projecionista que se projetou dentro do próprio filme preferido. Brilhante o momento em que ele literalmente "rouba" a fala clássica de Mr. Bogart - isso mesmo, aquela que de tão clássica parece que nem é de fato dita no dito filme, "Casablanca". Pronunciada ou não, "Toque de novo, Sam" é uma lenda - como lendárias já nascem as criaturas dessas Pequenas Histórias. Só faltou acrescentar o indefectível "Se ela aguentou, eu também aguento", que amigos comuns juntaram ao diálogo cinemítico. 

Pequenas Histórias, nada. Discretas, como quem as escreveu. Medidas, na conta certa para ajustar as contas com a balbúrdia boa da memória e a grande festa profana do esquecimento.

Postagem em destaque

O último cajueiro de Alex Nascimento

Começar o ano lendo um Alex Nascimento, justamente chamado "Um beijo e tchau". Isso é bom; isso é ruim? Isso é o que é - e tcha...